Como preparar os condomínios precisam para o Super El Niño

11/09/2026 | Geral

Reprodução:Inmet

A partir de outubro, o Brasil pode passar por eventos climáticos extremos causados pelo “Super El Niño”. Enquanto o norte do país deve passar por uma seca severa, o sul terá chuvas fortes, acima da média climatológica. Minas Gerais poderá passar pelos dois cenários, mas a previsão é de sucessivas ondas de calor e tempestades localizadas. Por isso, os condomínios também devem se preparar.

A primeira coisa é confirmar se a manutenção preventiva do edifício está em dia. Para evitar qualquer risco, piso, paredes e muros devem estar livres de rachaduras ou fissuras. Além disso, as calhas e caixas de gordura devem estar limpas e desobstruídas, assim como os ralos.

Outro aspecto a ser observado é a rede elétrica do condomínio. Isso porque muitos condôminos podem querer instalar ar-condicionado para aguentar o calor. Entretanto, nem todas as redes suportam tantos equipamentos ligados ao mesmo tempo. Assim, o síndico deve fazer uma revisão da fiação com o auxílio de um engenheiro eletricista antes de autorizar a instalação dos aparelhos.

Além disso, em condomínios com árvores de grande porte nas áreas comuns, o síndico deve providenciar as podas previamente para evitar acidentes em dias de chuva forte e ventania. Quem tem árvores na porta de casa precisa pedir a poda à prefeitura.

Um obstáculo que a população pode enfrentar é a falta d’água. O rompimento de uma adutora da Copasa em Belo Horizonte em agosto mostrou como intercorrências como essa podem ser desastrosas para o abastecimento. O aumento da demanda por energia elétrica, somada ao maior uso da água por conta do calor e à possibilidade de seca em alguns dos principais rios do país, também pode estressar o sistema e aumentar as situações de desabastecimento. Por isso, o uso racional da água será indispensável.

Por fim, é necessário atualizar o seguro do condomínio para incluir causas de proteção em caso de vendavais, alagamentos e desabamentos. A grande maioria dos prédios faz apólice apenas com as cláusulas básicas para cumprir a lei gastando menos. Mas, a natureza tem mostrado cada vez mais a necessidade de se prevenir de desastres que, com o aquecimento global, serão mais comuns.

Seguir essas recomendações será a diferença entre passar pelo período com menos dificuldades. “O mais importante é que os síndicos e os condôminos tenham a consciência de que vivem em uma coletividade e que a atitude de uns impacta a vida de todos. Assim, recomendamos o bom senso e o diálogo para que a prevenção aos riscos seja feita corretamente”, orienta o presidente do Sindicon MG, advogado condominialista Carlos Eduardo Alves de Queiroz.

O Super El Niño ocorre quando a temperatura na superfície do Oceano Pacífico ultrapassa 2°C acima da média histórica. As projeções dos institutos de meteorologia mundiais indicam que o fenômeno deste ano pode ser um dos mais intensos em mais de um século e os efeitos mais graves serão percebidos entre outubro e dezembro deste ano, com possibilidade de que as consequências sejam sentidas até junho de 2027.

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