O descarte de areia de gato em vasos sanitários tem provocado o entupimento da tubulação de condomínios. Em um prédio da região centro-sul de Belo Horizonte, ao fazer uma obra para verificar o problema na rede hidráulica, foram descobertas juntas de canos repletas de areia, impedindo a passagem correta da água e do esgoto.
Segundo o síndico, que não quis se identificar, nem a sonda da empresa contratada passou pela quantidade de resíduo presa no encanamento. O responsável técnico pela desentupidora alertou o gestor para orientar os moradores a modificarem a forma de descarte. A obra custou mais de R$4,5 mil, custo arcado por todos os condôminos.
Como descartar a areia do gato? – De acordo com empresas especializadas em produtos para pets, nem todas as areias para gatos podem ser descartadas no vaso sanitário. Segundo a varejista Cobasi, “a maior parte das areias sanitárias dos gatos é feita de argila, sílica ou cascalho, sendo que nenhum desses materiais é indicado para descarte no vaso. A explicação para isso é que os materiais citados não são biodegradáveis. Por causa disso, descartá-los incorretamente pode acarretar entupimentos no seu vaso sanitário e até na rede de esgoto da casa ou do prédio onde você mora”.
A Cobasi explica ainda que “a maneira indicada para fazer o descarte desse tipo de areia higiênica para gato é utilizando sacos de lixo. É só armazenar os torrões formados pela urina e fezes do gato, além do resíduo de areia que sobra e jogá-los fora junto com o lixo comum produzido em casa, porém em sacos diferentes”.
Segundo o presidente do Sindicon MG, advogado condominialista Carlos Eduardo Alves de Queiroz, o síndico deve orientar os moradores a não descartar a areia do gato no vaso sanitário para evitar o entupimento e custos para o condomínio. Ele deve notificar os proprietários para que eles tomem conhecimento dos riscos. “Da primeira vez que a areia é descartada não entope, mas com o acúmulo, fatalmente isso irá acontecer. Quem paga a conta são todos os condôminos, inclusive os que não têm gato”, explica o presidente.
O entupimento da tubulação impede o escoamento do esgoto, provocando o retorno de água suja, mau odor, infiltrações, riscos à saúde e prejuízos estruturais. Para corrigir, é preciso fazer obra de reparo, gerando despesa para todos os condôminos.