Valor da taxa de condomínio aumenta em todo o país. É possível driblar o aumento das despesas?

24/03/2026 | Gestão

O valor médio da taxa de condomínio no Brasil subiu 6,8% em 2025, índice superior à inflação oficial medida pelo IBGE, que ficou em 4,26% no ano passado. O levantamento foi feito pela Superlógica. Segundo a empresa, no período, o valor médio do condomínio ficou em R$828,13, o equivalente a 54,6% do salário mínimo vigente em 2025 (R$1.518).

O Sudeste foi a segunda região com o condomínio mais caro no país, com média de R$848,47, atrás apenas da Norte. A base de dados que a empresa utiliza para compor os índices é composta por aproximadamente 130 mil condomínios de todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de unidades (casas e apartamentos). O levantamento considera o valor da taxa de condomínio e, para o cálculo da inadimplência, contabiliza boletos em atraso há mais de 90 dias.

A Superlógica ainda mensurou as taxas de inadimplência condominiais. No fechamento do último trimestre de 2025, dezembro registrou 9,96% de inadimplência em condomínios de até 500 reais, com um crescimento de 0,16 p.p. em relação a novembro. Já os condomínios com valores entre 500 e 1000 reais registraram uma taxa de 6,03% (queda de 0,10 p.p. em relação ao mês anterior). E nos condomínios acima de 1000 reais, a inadimplência ficou em 4,53%, mesmo valor de novembro. Entre as três faixas, a inadimplência teve pico em setembro de 2025, quando alcançou 11,46% na de menor valor.

Para o presidente do Sindicon MG, advogado condominialista Carlos Eduardo Alves de Queiroz, os dados mostram que o custo de vida também pesa para os condomínios. Segundo ele, o aumento nas taxas reflete os reajustes em tarifas públicas de água e luz, além da prestação de serviços de manutenção e limpeza, que também registraram aumentos significativos. “Quando tudo o que compõe a taxa aumenta, é impossível manter o valor mensal de pagamento, sob o risco de as contas encerrarem o mês em déficit. Por isso, os síndicos não podem ter medo de aumentar o valor do rateio, já que a responsabilidade de manter as contas em dia é dele”, ressalta Carlos Eduardo.

Economia – Além disso, os síndicos podem tomar medidas de economia. Uma delas é a manutenção periódica nos sistemas elétrico e hidráulico. Embora a ação represente um gasto, é durante a manutenção que eventuais vazamentos de água ou fuga de energia são detectados. Se corrigidos, os problemas deixam de representar mais uma despesa desnecessária no futuro.

O síndico também deve incentivar os condôminos a adotarem as tradicionais medidas de economia de água, especialmente quando os hidrômetros são individuais Aumento na conta de luz requer medidas de economia nos condomínios – Sindicon MG. Utilizar lâmpadas de led e senadores de presença também ajuda a reduzir a conta de luz. Pequenas medidas somadas geram grande economia.

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