Minas Gerais registrou até o início desta semana três mortes por dengue, em Uberlândia e Frutal, no Triângulo Mineiro, e também em Belo Horizonte. Mais de 3,5 mil casos da doença já foram confirmados em 2026.
Há a possibilidade de que esse número aumente significativamente por causa do extenso período chuvoso em todo o estado e das altas temperaturas características do verão, condições ideais para a proliferação do mosquito aedes aegypti, que transmite não só a dengue, como também a zika e a chikungunya. Por isso, a população deve redobrar os cuidados e evitar o acúmulo de água parada.
Em condomínios, algumas ações simples podem contribuir para manter a saúde de condôminos e funcionários. Assim, diariamente deve ser feita a verificação se há:
- calhas entupidas, que retém água da chuva;
- telhas quebradas que formam poças de água da chuva;
- ralos destampados;
- brinquedos dos playgrounds a céu aberto que podem formar poças de água;
- lonas que condôminos podem usar para proteger os carros em garagens descobertas;
- pneus velhos,
- latas de tinta ou outro tipo de entulho exposto à chuva;
- pratos de vasos de plantas;
- bordas sujas de piscinas;
- caixas d’água destampadas ou mal tampadas;
- qualquer superfície que acumule água.
Além disso, os condôminos devem verificar:
- jardineiras das janelas;
- vasos sanitários com pouco uso ou não utilizados;
- objetos espalhados por áreas privativas;
- coberturas com irregularidades no piso que propiciem acúmulo de água;
- garrafas, tampinhas, copos ou outros vasilhames expostos à chuva;
- bandejas de ar condicionado e climatizadores;
- pratinhos de vasos de plantas;
- bebedouros de pets;
- tanques de lavar roupa;
- vão entre as lâminas do box do banheiro.
Esses são alguns dos lugares mais evidentes, mas qualquer superfície que acumule água deve ser frequentemente limpa e seca.
“Os síndicos têm papel fundamental na sensibilização dos moradores dos condomínios. Um mosquito infectado pelo vírus de qualquer uma das doenças pode infectar várias pessoas no mesmo prédio”, afirma o presidente do Sindicon MG, advogado condominialista, Carlos Eduardo Alves de Queiroz.
Além disso, o Sindicon MG recomenda que os pais levem os filhos menores de 14 anos para se vacinarem contra a dengue. São duas doses do imunizante, que vão prevenir que as crianças desenvolvam a forma grave da doença, reduzindo as chances de internação e morte. Em Nova Lima, toda a população de 15 a 59 anos está apta a se vacinar, com o imunizante Butantan-DV, de apenas uma dose.
É preciso a boa vontade, consciência e participação de todos para frear a dengue, a chikungunya e a zika.